segunda-feira, 31 de outubro de 2011

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31/10/2011 - 11h45

Lula tem tumor de agressividade média, dizem médicos

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RODRIGO VIZEU
DE SÃO PAULO
A equipe médica do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (31) que o resultado da biópsia mostra que o tumor na laringe de Lula tem "nível de agressividade médio", ou seja, está numa fase intermediária.
Segundo os médicos, o tumor foi detectado cedo. "Dificilmente se identifica porque causa poucos sintomas", afirmou Luiz Paulo Kowalski.
Editoria de Arte/Folhapress
Os médicos afirmaram ainda que os primeiros resultados do tratamento poderão ser notados em cerca de 40 dias, com dois ciclos de quimioterapia.
De acordo com a equipe médica, chefiada pelo cardiologista Roberto Kalil Filho, Lula será submetido a três sessões de quimioterapia, cada uma dela com um ciclo de 21 dias. Após a aplicação desses medicamentos, que deve terminar no final de 2011, Lula deverá começar a radioterapia, com previsão de término para fevereiro de 2012.
Kowalski disse que uma possível cirurgia foi descartada porque o tumor, que tem entre 2 e 3 centímetros, está muito próximo às cordas vocais, e uma operação poderia comprometer a sua voz. "O tumor é de tamanho intermediário e não se fixou nas cordas vocais. Foi descoberto a tempo, e isso permite que Lula receba um tratamento mais conservador", afirmou. "Há pelo menos 15 anos, em situações como a dele, se indica a quimio e a radioterapia", disse o médico.
Paulo Hoff, também membro da equipe médica, acrescentou que a escolha do tratamento com quimioterapia e radioterapia, descartando a cirurgia, foi uma decisão médica. Ele afirmou que mesmo o tratamento mais brando pode causar pequena alteração de voz, mas a previsão é de que não haja nenhum impacto na fala de Lula.
A equipe médica informou que Lula poderá levar uma vida muito próxima ao normal, mas deverá se manter próximo à sua casa ao hospital, evitando viagens longas. Além disso, terá que poupar a voz, pois haverá dificuldade para falar. Os médicos também preveem que Lula sofrerá os efeitos colaterais comuns à quimioterapia, como a queda de cabelos.
QUIMIOTERAPIA
Lula chegou por volta das 10h ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para a realização da primeira sessão de quimioterapia. Ele chegou de carro e entrou pela garagem.
No sábado, após realizar exames em Lula, os médicos detectaram o tumor. As sessões de radioterapia começarão em dois meses e devem durar sete semanas.
O tumor na laringe tem cerca de 3 cm, segundo a Folha apurou com médicos do hospital.
Umas das causas importantes para o câncer na laringe é o fumo, segundo os médicos. Lula é ex-fumante e tinha o hábito de fumar cigarrilhas. Mas também existem causas virais e não é possível ainda dizer o que levou ao desenvolvimento do tumor de Lula.
No sábado, Lula recebeu a visita do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que relatou tranquilidade do ex-presidente.
"Dona Marisa, Lula estão tranquilos, confiantes, porque o problema dele tem cura. Foi pego no início, então as perspectivas são boas", disse o ministro.
Na última quinta-feira (27), Lula comemorou seu aniversário de 66 anos no instituto que leva seu nome. Em uma pequena cerimônia com funcionários, na sede da organização, em São Paulo, o ex-presidente ganhou um bolo.
Apu Gomes/Folhapress
Lula chega, acompanhado de sua mulher, Marisa Letícia, para primeira sessão de quimioterapia
Lula chega, acompanhado de sua mulher, Marisa Letícia, para primeira sessão de quimioterapia


o tratamendo do cancer é um claro a avanso dos conhecimentos biologicos da humanidade já que ele se trata em destruir celulas que prejudicam e preservar as boas celulas

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

postagem 26/10

26/10/2011 - 17h39

Aparelho disponível na rede pública trata câncer sem cortes

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DE SÃO PAULO
O Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) é o primeiro hospital público do Brasil a adotar uma técnica inédita de radiocirurgia. A terapia, mais curta, trata pacientes com câncer que não podem se submeter aos riscos de uma cirurgia convencional, por motivos clínicos, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.
O tratamento é indicado para tumores primários e metástases localizadas no pulmão e na coluna vertebral, desde que sejam isolados e tenham até 5 cm de diâmetro.
A tecnologia de ponta concentra uma grande dose de radiação em focos específicos, causando a morte das células cancerígenas pela quebra do seu DNA, além de chance mínima de danos aos tecidos sadios.
Mesmo havendo uma pequena movimentação do tumor provocada pela respiração, o equipamento ainda possibilita que apenas a área programada seja tratada. O aparelho ajusta os disparos quando o tecido saudável fica à frente do dispositivo emissor da radiação.
O procedimento dura cerca de uma hora e libera o paciente para voltar a sua rotina imediatamente, de acordo com o órgão.
Antes de começar o tratamento, uma equipe de médicos e físicos gera uma imagem do tumor pelo equipamento, para posicionar o alvo que será submetido à radiocirurgia.
Por conta dessa precisão, a técnica promove maior proteção dos tecidos vizinhos contra a radiação em comparação ao tratamento de radioterapia convencional.
A secretaria ainda informou que, apesar de receberem uma dose elevada de radiação, os pacientes apresentam maior tolerância à nova técnica.
O período de tratamento também é mais curto, sendo necessárias de uma a cinco aplicações. O número sobe para cerca de 30 quando é aplicada a radioterapia comum.

esta é uma das poucas melhorias que a tecnologia fazem a medicina este metodo é eficaz e nao afeta outros tecidos sadios

postagem 22/10

Tubarão-das-galápagos é extinto no Brasil

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GIULIANA MIRANDA
DE SÃO PAULO

A existência de uma área de preservação ambiental não impediu que o tubarão-das-galápagos (Carcharhinus galapagensis) fosse extinto no arquipélago de São Pedro e São Paulo --paraíso da vida marinha a 627 km de Fernando de Noronha (PE).
Várias expedições --inclusive a histórica viagem de Charles Darwin no HSM Beagle, em 1832-- dão conta de uma presença anormalmente alta desses bichos.
Entretanto, ao participar de missões científicas recentes, o biólogo da Unicamp Osmar Luiz Jr não encontrou sequer um exemplar.
Intrigado com a discrepância, o pesquisador decidiu investigar. Junto com Alasdair Edwards, da Universidade de Newcastle (Reino Unido), ele analisou dezenas de registros históricos e material recente sobre a espécie e sua presença no conjunto de ilhotas.
O resultado, publicado na revista "Biological Conservation", é claro: o declínio das populações coincide com o início da pesca comercial no entorno do arquipélago, no início da década de 1950.
O último registro do encontro de tubarões-das-galápagos nadando na área foi em 1993. Cruzando os diversos dados e fazendo previsões estatísticas, Luiz Jr estimou em 1998, ou até antes, a extinção local da espécie.
Os tubarões acabam capturados acidentalmente pelos barcos que pescam atum e outros peixes na região. Não há plano de manejo específico para a pesca no entorno.
O sumiço do tubarão, um predador do topo da cadeia alimentar, pode ter consequências graves para todo o seu ecossistema. Predadores intermediários poderiam crescer descontroladamente, em um fenômeno conhecido como cascata trófica.
"Diretamente, os tubarões controlam a população de suas presas e, indiretamente, a população dos organismos que elas consomem", disse Luiz Jr à Folha.
Segundo o cientista, é possível que, eliminada a pressão da pesca, possa haver uma recolonização da espécie no arquipélago.
CRÍTICAS
O coordenador do Proarquipélago (única estação científica em São Pedro e São Paulo), Fábio Hazin, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, discorda do resultado do trabalho.
Hazin diz ter encontrado três exemplares da espécie capturados acidentalmente em um barco da região. O trabalho que descreve o encontro ainda não foi publicado. O pesquisador
concorda, no entanto, que o ecossistema foi abalado. "Houve uma redução dramática [do número de tubarões]. Isso é inegável".
Após a publicação do trabalho de Luiz Jr, circularam em fóruns na internet críticas aos resultados de Hazin, que é filho do fundador da empresa Norte Pesca, que atua no Nordeste. "Está havendo perseguição. Eu nunca tive nada a ver com a empresa", disse.


cada vez mais o ecosistema é alterado com a extinsao dealgumas especies

terça-feira, 11 de outubro de 2011

postagem 11/11

Timidez também tem suas vantagens, dizem especialistas

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GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO
Em um mundo que não para de falar, ser tímido é quase ser doente. Na escola, a participação em aula vale nota; no trabalho, a vaga depende da dinâmica de grupo.
Está mais difícil cultivar o temperamento "para dentro". Dê um Google e veja: "perder a timidez" e "vencer a timidez" lideram as buscas sobre o tema.
"Nossas instituições estão montadas para acomodar o talento dos extrovertidos. O introvertido fica de lado, gastando energia na tentativa de ser diferente", diz a autora americana Susan Cain.
Tímida confessa, ela diz que graças a isso pôde formar alianças e negociar, nos sete anos em que advogou para grandes corporações.
"A impressão de que ser tímido é uma desvantagem não é verdadeira", disse Cain à Folha. "Para ser criativo, você deve tolerar a solidão."
Ela diferencia timidez e introversão: uma é o medo de julgamento social e atinge metade das pessoas; outra é a preferência por ficar em lugares tranquilos e com poucos estímulos, tendência encontrada em cerca de um terço da população, segundo as estimativas da autora.
Hoje, Cain mantém um blog com pesquisas sobre o "poder dos introvertidos" e se prepara para lançar o livro "Quiet" (quieto) nos EUA.
Em artigo publicado em junho no "New York Times", Cain afirmou que tímidos e introvertidos correm menos risco de ser internados, de se envolver em acidentes e são predispostos a aprender e a manter uma relação afetiva.
Ainda assim, conclui, timidez e introversão dividem o mesmo status depreciativo.
"NETWORKING"
Nos últimos cinco anos, aumentou a preocupação dos pais com a timidez dos filhos, na percepção da pedagoga Maria Claudia Poletto.
"Eles acham que serão chamados à escola só porque o filho é tímido, como se fosse um comportamento errado."
Aluno falante nem sempre é bom, lembra ela. "Quem fala muito fala besteira. Para se colocar no grupo, tem que falar algo pertinente."
Essa pressão é reflexo das exigências sociais na escola. "Os pais transportam para a vida das crianças o que é importante para eles. Acham que dormir na casa do amiguinho é 'networking'."
O professor de expressão verbal Reinaldo Polito estima atender 1.600 alunos anualmente no curso que leva seu nome e nas outras instituições onde que leciona. Uns querem se desinibir, outros querem perder o medo de falar em público.
"A pessoa está condenada a falar bem", afirma Polito. "Tudo, hoje, leva a pessoa a interagir." Para falar bem, seus alunos aprendem a contar histórias e a fazer as perguntas "certas", capazes de alimentar uma conversa.
"Num processo seletivo, o candidato será avaliado pela forma como se comunica, já que formação não é mais o diferencial."
MEDO DE CONTATO
O agente fiscal Alexandre de Aguiar Júnior, 28, prestou concurso público para fugir das entrevistas de emprego. "Gaguejava, ficava vermelho, suava", conta.
Suas dificuldades não acabaram. "Durante o dia preciso ficar falando ao telefone o tempo todo. Se pudesse, teria um trabalho que não exigisse falar com ninguém."
Casos extremos podem se enquadrar no diagnóstico de fobia social. O medo da avaliação externa é tanto que a pessoa evita o contato social.
Para tratar a fobia, o terapeuta pode, aos poucos, expor o paciente a situações sociais que ele teme.
Timidez não é doença, e sim estilo, reforça a psicanalista Norma Semer. Segundo ela, o tímido ainda leva uma vantagem em relação aos desinibidos: ele pensa bem antes de decidir, é mais cuidadoso. "Agir sem pensar é um perigo. Leva a uma falta de consideração pelo outro e pela realidade."
O universitário Haiser Ferreira, 22, acredita que sua introspecção o torna mais sensível ao sofrimento alheio. "Ouço mais do que falo."
Haiser conheceu a namorada pela internet, em uma comunidade de tímidos, moderada por ele. "É mais fácil fazer amigos lá, as pessoas não estão te vendo e são parecidas com você."

um boa reportagem para quem é timido geralmente quem tem pais timidos tambem é timido isso poderia ser genetico ou influencia ou quem sabe coecidencia.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

postagem 7/10

Animais estão encolhendo devido à mudança climática

DE SÃO PAULO
Os efeitos da ação humana sobre o ambiente, que provoca a mudança climática, são conhecidos. Entre eles, pode-se citar o degelo acelerado no Ártico e a intensificação das chuvas e dos incêndios. Agora, cientistas analisam como os animais estão sendo afetados.
Um estudo recente, publicado na edição on-line "The American Naturalist", indica que as altas temperaturas podem fazer com que determinadas espécies "encolham". A consequência imediata é que a reprodução é comprometida, com menos crias nascendo, e uma provável alteração de toda a cadeia alimentar.
Essa relação entre o tamanho e as alterações na temperatura, já comprovada anteriormente, mas nunca explicada totalmente, afeta somente os animais de sangue frio --como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios e répteis--, que dependem de fontes externas de aquecimento como a luz do sol para se manterem aquecidos.
A pesquisa foi feita com 34 tipos de crustáceos copépodes, pelo doutorando Jack Forster, da Universidade de Londres. Segundo ele, as criaturas diminuíram uma média de 2,5% para cada um grau Celsius elevado.
Forster diz que esse fenômeno mudaria a cadeia alimentar em duas frentes. Menores, os animais de sangue frio passariam a comer outras espécies.
Por sua vez, quem está acima deles na cadeia alimentar teria que gastar mais tempo procurando comida para obter a quantidade suficiente.
Ou seja, a codependência entre as espécies seria mudada e levaria um tempo para se adaptarem.


em meu ponto de vista nao acho isso um problema tao grave porque 2,5 por centa nao é tanto no tamanho dos animais e esse problema se agravara num futuro distante